ESPARTA

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Marchando para a guerra

Janeiro 31, 2007 · 3 Comentários

 

« Era um espectáculo que tinha tanto de magestoso como de terrível, vê-los marchar em cadência, ao som da flauta, sem nunca romperem as suas fileiras, sem um sinal de temor, caminhando com passo grave e ar alegre ao encontro dos maiores perigos. »

Plutarco in “Licurgo”, Editorial Inquérito, 1938

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Portas de Fogo, leitura obrigatória!

Janeiro 29, 2007 · 6 Comentários

Portas de Fogo é uma notável obra do profíciente escritor Steven Pressfield o qual soube de forma exímia ressuscitar brilhantemente a Batalha das Termópilas que opuseram os 300 de Esparta e seus aliados tebanos às hordas orientais da Pérsia.  

Leitura envolvente e pejada de realismo e acuidade histórica, Portas de Fogo é um livro indispensável e incontornável para quem deseje embrenhar-se no espírito que animou aqueles heróis Homéricos numa época que iniciou o confronto civilizacional de uma Europa livre face a um Oriente despótico.

Autor: Steven Pressfield                                                                                                                                Editora: Ulisseia 2004                                                                                                                                    Preço FNAC: 16,64€

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Da Coragem

Janeiro 27, 2007 · 2 Comentários

“Era uma vez um espartano cujo escudo não apresentava quaisquer armas, apenas uma banal mosca pintada em tamanho natural. Quando os seus amigos troçaram dele, o espartano declararou que na linha de batalha se aproximaria tanto do seu inimigo que a mosca haveria de parecer tão grande quanto um leão.”

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Esparta, breve introdução

Janeiro 27, 2007 · 7 Comentários

No sudoeste do Peloponeso estende-se um vale por onde rolam as suas águas, o antigo rio Eurotas. A região, que é quase toda cercada de montanhas, chamou-se noutros tempos Lacónia. Inicialmente foi habitada pelos pelasgos, depois foi invadida pelos aqueus e, por fim, conquistada pelos dórios. Esses últimos fixaram o centro da sua actividade na cidade de Esparta. A hostilidade dos aqueus, vencidos mas não conformados, a influência do solo áspero, do clima e da própria situação geográfica, tornaram os espartanos, no decorrer dos séculos, num povo guerreiro. Três motivos principais levaram os espartanos a guerras de conquista: 

1- A preocupação de abater qualquer outro Estado que, pelo seu poderio, constituísse ameaça ao país; 

2- A necessidade de outras terras para a população crescente; 

3- O desejo de aumentar o poderio militar que lhes era próprio, absorvendo novas tropas auxiliares ou aliadas 

A organização social espartana   

A organização política e social de Esparta é atribuída a Licurgo, personagem lendária, que teria vivido no século IX a.C. A população compunha-se por três classes sociais: espartiatas, periecos e hilotas. Os espartiatas, também chamados espartanos, eram descendentes dos antigos dórios e formavam a classe dos iguais, espécie de aristrocacia dominante. Os periecos integravam a classe formada pelos antigos aqueus que não foram despojados de suas pequenas propriedades; não tinham direitos políticos, mas gozavam de completa liberdade social e económica. Os hilotas eram também aqueus, pertencentes, porém, aquela grande maioria que fora privada dos seus haveres e reduzida a condições de trabalho humilde.  

A organização política de Esparta  

Esparta era governada por dois reis ao mesmo tempo. Em época de guerra, somente um deles marchava para o combate. O poder dos monarcas sofria, porém, limitações impostas pelos seguintes orgãos de governo: 

I – A Gerúsia, câmara formada por cidadãos maiores de 60 anos, que redigia as leis a serem por todos obedecidas; 

II – A Ápela, assembleia em que tomavam parte os maiores de 30 anos, com poderes para aceitar ou rejeitar as propostas da Gerúsia; 

III – Os Éforos, conselheiros ou magistrados, em números de cinco, eleitos por um ano e com atribuições de convocarem as duas câmaras, de darem ordem a militares, de administrar justiça e de vigiar a vida particular dos adultos. 

A educação espartana   

A educação dos espartanos visava a fazer de cada indivíduo um soldado. O recém-nascido que apresentasse defeito era morto por ordem do Estado. Quando os meninos alcançavam os setes anos de idade, tornavam-se recrutas e passavam a fazer parte de uma pequena tropa que, sob as ordens de um monitor, praticavam diariamente exercícios atléticos e ginástica. Aos vinte anos, o jovem ingressava no exército, aos trinta, podia casar-se e participar na Ápela. A vida militar só findava quando o homem espartano chegava aos 60 anos de idade. Todos, mesmo os monarcas, antes dessa idade, eram obrigados a tomar parte nos exercícios militares, que, periodicamente, se levavam a efeito em tempos de paz. A cultura intelectual não foi muito marcante em Esparta, limitando-se ao ensino de poesias sagradas, a cantícos de guerra e a uma eloquência particular que devia expressar muitas coisas em poucas palavras. Chama-se lacónica a linguagem breve, concisa, sentenciosa, igual à que se falava na Lacónia.     

As conquistas espartanas 

Esparta manteve um exército adestrado de 30 mil homens de infantaria e 500 de cavalaria. Proporcionalmente ao total da  população , o número de soldados era excessivo, podendo se dizer que a lacónia era um quartel general e o povo espartano um exército. Vivendo exclusivamente para as glórias da guerra, foram os espartanos no dizer do historiador Xenofonte: “artistas da arte militar”. Com esse exército, Esparta dominou várias cidades do Peloponeso e com aquelas que não pode subjugar formou a famosa aliança que teve o nome de Liga do Peloponeso. No  ano de 490 a.C., o poderio de Esparta era superior ao de todas a s cidades da Grécia. Esta fase teve o nome de Hegemonia espartana.         

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Dedicado aqueles em quem a morte não teve poder

Janeiro 20, 2007 · Deixe um comentário

      

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