Entradas desde Março 2007

Acredita-se, na verdade, que o código licúrgico, tanto no campo político como no campo educacional, resultou de uma gradativa adaptação dos espartanos às circunstâncias crescentemente adversas. Quanto maior era a resistência que se lhes deparava na região onde viviam, na Lacedemônia, conhecida pelas suas sucessivas rebeliões e amotinamentos, mais os espartanos enrijeciam-se, mais militarizada se tornava a maneira deles viverem. Enquanto as demais polis gregas passavam por várias e diversificadas experiências institucionais e por diverso regimes políticos, tais como a oligarquia, a tirania e a democracia, Esparta aferrou-se num sistema de castas militarizadas e disciplinadas, dominado superiormente pelos espartiatas, a quem vedavam qualquer atividade que não fosse exclusivamente as lides castrenses, tendo os periecos como uma classe colaboradora, ajudando-os na ocupação ou fazendo o papel de intermediários entre eles e os servos, e , no escalão bem inferior, os hilotas , os escravos da comunidade. Platão, num certo momento, definiu-a como uma timocracia, isto é, a governação pela coragem. (mais…)
Categorias: História de Esparta
«Perguntaram a Pedaritus, um espartano, que não fora escolhido para fazer parte dos 300 (a unidade de elite do exércto espartano), porque motivo continuava a sorrir apesar da rejeição. Pedaritus respondeu que estava fascinado por verificar que existiam na cidade 300 homens melhores que ele.»
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Por Pedro Herrasti
Eu, que amanhã hei-de morrer, escrevo estas letras à luz de um archote esperando que amanheça. Contemplo o resplandor das estrelas e reparo que o seu brilho é muito diferente da obscuridão que envolve os cadáveres que se extendem frente a mim, os mesmos que tingem de vermelho o barro que piso e cujo odor a acre me repugna tanto como saber que amanhã eu serei mais um entre eles. Eu, Agatocles, soldado espartano, estou de guarda no desfiladeiro das Termópilas, sei que hoje nos rodearam e que este lugar será o meu túmulo e ao pensá-lo o meu estômago encolhe-se de frio, como se a gelidez da morte quisesse já invadir o meu corpo. Por isso escrevo com a minha letra minúscula e ao fazê-lo as minhas mãos deixam de tremer e sinto que os meus temores diminuêm. Não, não vale a pena tentar fugir ao resguardo da obscuridade, no seu lugar escrevo e estas letras falarão por mim quando eu estiver morto, elas explicarão porque aceito o meu destino; sim, serão elas que darão conta dos motivos pelos quais aqui espero a morte.
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Categorias: Sobre Esparta
Esparta localizava-se na península do Peloponeso, numa região que tinha terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira. Nunca teve uma área urbana importante. Era uma cidade de carácter militarista e oligárquico.
O governo de Esparta tinha como um de seus principais objectivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades. (mais…)
Categorias: História de Esparta