ESPARTA

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A mulher espartana

Março 29, 2009 · 25 Comentários

300gorgoAs mulheres espartanas eram mais dominantes na sociedade do que as suas semelhantes em Atenas.

1. As raparigas espartanas recebiam boa educação em arte e atletismo.
2. As mulheres espartanas eram encorajadas a desenvolver o seu intelecto.
3. As mulheres espartanas eram donas e mais de um terço da terra.
4. Havia menos diferença de idade entre maridos e esposas, e as raparigas espartanas casavam-se com uma idade mais avançada do que as atenienses.
5. Os maridos passavam parte do tempo com outros homens em alojamentos militares e, uma vez que os homens raramente estavam em casa, as mulheres eram livres para se encarregar de quase tudo o que existia fora do exército.
6. As mães criavam os filhos até à idade de 7 anos, momento em que a sociedade se encarregava deles. Os pais desempenhavam pouco ou nenhum papel na criação dos filhos.”

(Fonte: Mulheres no Mundo Antigo – Esparta

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A Verdade sobre Esparta

Março 8, 2009 · 3 Comentários

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Mais democrática do que Atenas

 

Ao contrário do que é costume pensar, a cidade de Esparta era mais democrática do que Atenas, e pelo menos tão heróica como a sua lenda. Provavelmente devemos-lhe a civilização ocidental.

 

Mesmo para os turistas do império Romano, gente viajada e mais do que habituada a espectáculos sangrentos, tratava-se de uma atracção especial. O êxito era de tal ordem que, por volta do ano 200 da nossa era, foi autorizada a construção de um anfiteatro em volta do templo, para os visitantes poderem acompanhar melhor todos os pormenores do ritual.

Lá em baixo, um adolescente nu tentava apanhar um queijo colocado no altar da deusa Artémis, enquanto um sacerdote o chicoteava sem dó nem piedade, fazendo espirrar sangue sobre o altar. O jovem que aguentasse mais tempo era saudado como um campeão, quando tinha a sorte de sobreviver à cerimónia.

 

Provavelmente os estrangeiros abandonavam o anfiteatro satisfeitos, pois tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-estado de Esparta.

Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume na perfeição o significado de Esparta para a História. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de há 2500 anos, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que tanto valorizamos, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treino militar mais desumano do planeta.

Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido o destino mais do que merecido. Porém. tal como a visão dourada de Atenas, a imagem dos espartanos não passa de uma grosseira simplificação. Sem a liderança dos espartanos, a Grécia (e, provavelmente, boa parte da Europa) ter-se-ia tornado uma mera província do Império Persa, com consequências imprevisíveis para o mundo de hoje.

 

Em quatro grandes batalhas contra os persas, os espartanos ajudaram a proteger o que será a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que pareça, a verdade é que esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, todos os seus cidadãos era iguais perante a lei e os seus exércitos foram vistos como libertadores, face à ambição de Atenas. Por isso, vale a pena tentar ver melhor através das brumas que cercam a cidade mais controversa da Grécia.

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