ESPARTA

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Leónidas, um Herói imortal

Julho 23, 2009 · 6 Comentários

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Quem nunca ouviu a célebre frase de Leónidas em resposta a um espartano, aquando da Batalha das Termópilas, que proferiu a seguinte frase; “As flechas do inimigo serão tão numerosas que irão tapar a luz do Sol”. Leónidas respondeu serenamente; “Tanto melhor, combateremos à sombra!”.

Rei e General de Esparta, Leónidas é famoso pela heróica actuação na Batalha das Termópilas, contra os exercitos de Xerxes, rei da Pérsia. A época em que a invasão persa se deu não era em nada favorável aos gregos. Esparta festejava a Carnéia e no resto da Grécia preparavam-se as Olimpíadas, sendo que ambos os eventos, por tradição, proibiam combates. Leónidas viu-se num grave dilema entre infringir a lei e executar a tão necessária defesa. Por fim, partiu de Esparta com 300 hoplitas, juntando-se a eles pelo caminho outros homens de aldeias vizinhas e aliadas, totalizando algo próximo de 7 mil soldados.

No Desfiladeiro das Termópilas as tropas de Leónidas confrontaram os mais de 200 mil persas, que de início foram rechaçados pelos Gregos. Todavia, devido à traição de Efialtes, um miserável pastor, que subornado por Xerxes guiou os persas por um caminho que contornava as Termópilas, permitindo-lhes abrir nova frente de combate. Sabendo da traição, Leónidas dispensou os aliados, mas permaneceu com os seus 300 espartanos, e aos que ficaram voluntariamente disse: “fiquem aqui comigo, e esta noite jantamos no inferno”, pois a lei espartana não permite retiradas, ou seja, somente se regressa a casa vitorioso ou morto sobre o escudo.

Durante os três dias anteiores os gregos quase sem baixas, eliminaram 20 mil persas, mas depois da traição de Efialtes acabaram cercados pelo exército de Xerxes.

Antes do embate final, Xerxes ordenou a Leónidas: “Entreguem as vossas armas!”, ao que o Rei de Esparta respondeu apenas: “Venham buscá-las”, ultimas palavras do rei antes de suas tropas serem atingidos por uma chuva de flechas e massacradas por todos os lados pelo exército persa. A cabeça de Leónidas foi empalada e seu corpo crucificado. A vingança grega viria algum tempo depois.

A estratégia de Leónidas é lembrada até hoje pela sua simplicidade e brilhantismo. Conhecendo melhor a sua terra do que os invasores estrangeiros, Leónidas aproveitou o terreno para anular a colossal desvantagem numérica e conseguir uma chance considerável de vitória, provando como muitas outras vezes ocorreu na história, que números não vencem batalhas, estratégias vencem batalhas.

Hoje existe um monumento nas Termópilas em homenagem a Leónidas sob o qual está escrita a frase Molon Labe (“Venham buscá-las”), bem como aos 300 espartanos que o acompanharam na batalha e na morte com a frase: “Estrangeiro, vai contar aos espartanos que aqui jazemos, por obediência às suas leis.

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A mulher espartana

Março 29, 2009 · 25 Comentários

300gorgoAs mulheres espartanas eram mais dominantes na sociedade do que as suas semelhantes em Atenas.

1. As raparigas espartanas recebiam boa educação em arte e atletismo.
2. As mulheres espartanas eram encorajadas a desenvolver o seu intelecto.
3. As mulheres espartanas eram donas e mais de um terço da terra.
4. Havia menos diferença de idade entre maridos e esposas, e as raparigas espartanas casavam-se com uma idade mais avançada do que as atenienses.
5. Os maridos passavam parte do tempo com outros homens em alojamentos militares e, uma vez que os homens raramente estavam em casa, as mulheres eram livres para se encarregar de quase tudo o que existia fora do exército.
6. As mães criavam os filhos até à idade de 7 anos, momento em que a sociedade se encarregava deles. Os pais desempenhavam pouco ou nenhum papel na criação dos filhos.”

(Fonte: Mulheres no Mundo Antigo – Esparta

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A Verdade sobre Esparta

Março 8, 2009 · 3 Comentários

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Mais democrática do que Atenas

 

Ao contrário do que é costume pensar, a cidade de Esparta era mais democrática do que Atenas, e pelo menos tão heróica como a sua lenda. Provavelmente devemos-lhe a civilização ocidental.

 

Mesmo para os turistas do império Romano, gente viajada e mais do que habituada a espectáculos sangrentos, tratava-se de uma atracção especial. O êxito era de tal ordem que, por volta do ano 200 da nossa era, foi autorizada a construção de um anfiteatro em volta do templo, para os visitantes poderem acompanhar melhor todos os pormenores do ritual.

Lá em baixo, um adolescente nu tentava apanhar um queijo colocado no altar da deusa Artémis, enquanto um sacerdote o chicoteava sem dó nem piedade, fazendo espirrar sangue sobre o altar. O jovem que aguentasse mais tempo era saudado como um campeão, quando tinha a sorte de sobreviver à cerimónia.

 

Provavelmente os estrangeiros abandonavam o anfiteatro satisfeitos, pois tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-estado de Esparta.

Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume na perfeição o significado de Esparta para a História. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de há 2500 anos, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que tanto valorizamos, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treino militar mais desumano do planeta.

Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido o destino mais do que merecido. Porém. tal como a visão dourada de Atenas, a imagem dos espartanos não passa de uma grosseira simplificação. Sem a liderança dos espartanos, a Grécia (e, provavelmente, boa parte da Europa) ter-se-ia tornado uma mera província do Império Persa, com consequências imprevisíveis para o mundo de hoje.

 

Em quatro grandes batalhas contra os persas, os espartanos ajudaram a proteger o que será a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que pareça, a verdade é que esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, todos os seus cidadãos era iguais perante a lei e os seus exércitos foram vistos como libertadores, face à ambição de Atenas. Por isso, vale a pena tentar ver melhor através das brumas que cercam a cidade mais controversa da Grécia.

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Termópilas

Setembro 15, 2007 · 19 Comentários

(Clique na imagem para aumentar)

Por Augusto Dias 

Em 480 a.C. a Grécia encontrava-se numa das fases mais crítica da sua história, o Império Persa ameaçava conquistá-la e submeter toda a Helade. A derrota persa em Maratona tinha de ser vingada. 

O mundo grego sempre foi além de genial, o mundo da traição, da intriga e da inveja, que se reflectia entre as cidades estados. Argo não quis participar na luta pelo ódio que tinha aos Espartanos, Tebas sentia um prazer maldoso em ver Atenas cair, os Tessálicos também traíram a causa comum e os próprios sacerdotes de Delfos vaticinavam um política derrotista. Só os Atenienses e os Espartanos aceitaram, num esforço comum salvar a Helade. O exército persa teria de atravessar o Helesponto percorrer a Trácia, a Macedónia e a Tessália para chegar à Grécia Central. Os Gregos que tinham necessidade de os retardar para darem tempo de manobra à sua frota, escolheram o estreito das Termópilas, situado entre a Tessália e a Fócida para a batalha. A passagem nesse tempo era tão estreita entre o mar e arriba que nela não podiam cruzar-se dois carros. 

Foi aí que Leónidas, rei de Esparta tomou posição com cerca de 5.000 hoplitas, entre os quais 300 espartanos, escolhidos entre os melhores. O estreito propriamente dito foi ocupado pelos espartanos, enquanto o resto das suas forças ficavam na retaguarda. 

Quando Xerxes, rei dos persas, chegou ao local enviou um mensageiro a Leónidas, intimando-o a entregar as armas. O espartano respondeu simplesmente: “Vem buscá-las”. Quando disseram aos espartanos que os Persas eram tão numerosos que podia tapar o Sol com as suas flechas, um dos soldados respondeu: “Tanto melhor, poderemos combater à sombra”. Xerxes esperou quatro dias, findos os quais deu inicio ao combate.  (mais…)

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O Hoplita Espartano

Agosto 12, 2007 · 3 Comentários

Ao contrário de outros hoplitas, como por exemplo os Atenienses, os Espartanos seguiam um treino militar durante toda a sua vida, sendo assim verdadeiros soldados de ofício.

O Hoplita Espartano enverga todo o seu vestuário de combate. O capacete de bronze, de tipo corintio, é decorado de uma crista. A couraça de linho branco colocada sobre a tuníca substituiu a pesada couraça de bronze. É composta por várias camadas de tecidos colados uns aos outros. A parte inferior é recortada faixas para facilitar os movimentos e o abdómen é reforçado por placas metálicas. As caneleiras eram igualmente em bronze. O Hoplita Espartano é armado com uma lança e espada e o seu escudo gravado com o símbolo de Esparta é banhado a bronze na sua face externa. A capa termina este uniforme, o soldado está pronto para o combate.

A barba era frequente na Grécia antes da época Alexandre (336 a 323 antes de J.C.), e os cabelos longos eram o sinal distintivo do Espartano adulto.

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Esparta, escola de guerreiros

Junho 3, 2007 · 10 Comentários

A cidade-estado de Esparta, situada nas beiras do rio Eurotas, na região do Peloponeso, na Grécia, foi um dos fenômenos mais fascinantes da história em todos os tempos, tão fascinante que até seus vizinhos e rivais, os atenienses , dedicaram-lhe longos estudos sobre os usos, costumes e instituições lá vigentes. Aliás é graças a eles, aos filósofos, a historiadores e pedagogos atenienses: a Platão, a Xenofonte, a Aristóteles, a Isócrates e a Plutarco , que sabemos como os espartanos viveram.  

O cenário histórico  

“Todo o sistema da legislação dos lacedemônios visa uma parte das qualidades do homem – o valor militar, por este ser útil nas conquistas; consequentemente a força dos lacedemônios foi preservada enquanto eles tiveram em guerra , mas começou a declinar quando eles construíram um império, porque não sabiam como viver em paz, e não foram preparados para qualquer forma de atividade mais importante para eles do que a militar.”Aristóteles “Política”, 1271 b 

Esparta, por força das circunstâncias da ocupação dória, de quem descendiam seus habitantes, petrificou-se no tempo. A sua estrutura social e seu rígido militarismo pouco mudaram ao longo dos cinco séculos de história. Era uma sociedade que, desde que adotou as leis de Licurgo, quase nada conheceu do que pode se chamar de evolução de um regime político. A razão disso foi que os espartanos, desde os começos quando chegaram à Lacedemônia como povo invasor, tiveram que enfrentar uma população hostil que os superava varias vezes em número e que rebelava-se contra eles a mínima hesitação. Para afirmar-se nela como conquistadores e dominá-la, tiveram que sacrificar-se integralmente àquele tipo de vida. Desta maneira tornaram-se fóbicos à mudanças e à novidades. Como já se disse no passado e foi lembrado mais recentemente por Arnold Toynbee, “os espartanos tornaram-se escravos dos seus escravos”.   (mais…)

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Μολών Λαβέ

Maio 14, 2007 · 2 Comentários

 

Μολών Λαβέ  (Venham Buscá-las!) Resposta de Leónidas ao Rei Persa, quando este exigiu que os Espartanos entregassem as armas, nas Termópilas. 

Em 480 a.C. um exército Persa de aproximadamente 250 000 homens entrou na Grécia com o objectivo de a conquistar e de modo a que os Persas Aqueménidas aumentassem o seu território. A Grécia, dividida por séculos de conflitos internos entre as cidades estado, uniu esforços para enfrentar a ameaça externa.

Atenas estava ameaçada. O exército Persa avançava rapidamente. Não iria haver tempo para evacuar a cidade. Leónidas, Rei de Esparta, voluntariou-se para enfrentar os Persas no desfiladeiro das Termópilas, um estreito que se estendia por vários quilómetros e que traduzido do grego significa Portas de Fogo. Leónidas, com 300 Espartanos e 4000 aliados, impediria as forças Persas de avançar. Ao terceiro dia, ordenou aos seus aliados que retirassem, ficando apenas os seu fieis soldados a guardar o desfiladeiro. Aguentaria mais um dia. Nenhum dos soldados Espartanos, nem mesmo Leónidas, iria ver o nascer do quarto dia.

Leónidas tombou em combate, mas o seu sacrificio não foi em vão. Quando os Persas chegaram a Atenas, encontraram uma cidade vazia. Leónidas, Rei de Esparta, inimigo de Atenas, faria o último sacrificio pelo seu rival, e deixaria uma história de coragem para a Eternidade.

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Guerra do Peloponeso

Maio 6, 2007 · 11 Comentários

 

Conflito entre Atenas e Esparta, ocorrido entre 431 e 404 a.C.. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas. Esparta invadiu a Ática com seus aliados em 431 a.C., mas Péricles persuadiu os atenienses a se deslocarem para trás das ‘longas muralhas’ que ligavam Atenas a seu porto, o Pireu, e a evitar uma batalha em terra com o superior exército espartano. Atenas confiava em sua frota de trirremes para invadir o Peloponeso e proteger seu império e suas rotas comerciais, mas foi gravemente surpreendida pela deflagração da peste, em 430 a.C., que matou cerca de um terço da população, inclusive Péricles. Apesar disso, a frota teve boa performance e foi estabelecida uma trégua de um ano, em 423 a.C.. A Paz de Nícias foi concluída em 421 a.C., mas Alcibíades liderou um movimento de oposição a Esparta no Peloponeso; suas esperanças esvaneceram-se com a vitória de Esparta em Mantinéia, em 418 a.C..

Ele foi também o principal defensor de uma expedição à Sicília (415-3 a.C.), que visava derrotar Siracusa e que resultou em completo desastre para Atenas. A guerra foi formalmente retomada em 413 a.C.; a fortificação de Decélia, na Ática, pelos espartanos, e revoltas generalizadas entre seus aliados pressionaram Atenas, que havia perdido grande parte de sua frota na Sicília e estava falida e atormentada por convulsões políticas. Apesar disso e graças, em grande parte, a Alcibíades, a sorte de Atenas ressurgiu, com vitórias navais em Cinosema (411 a.C.), e Cícico (410 a.C.), e com a reconquista de Bizâncio (408 a.C.). Houve mais uma vitória em Arginuse, em 406 a.C.. A partir de então, o apoio financeiro da Pérsia a Esparta e as habilidades estratégicas e táticas do espartano Lisandro alterou a balança. A vitória espartana em Egospótamos e seu controle do Helesponto subjugaram Atenas, pela fome, até a rendição, em abril de 404 a.C..

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Gorgo, rainha de Esparta

Abril 17, 2007 · 4 Comentários

Gorgo foi uma rainha de Esparta. Filha de Kleomenes e esposa de Leónidas, que morreu na batalha das Termópilas. Ela é mais conhecida mulher de Esparta uma vez que é numerosas vezes citada por Heródoto. O seu papel em Histórias é único, sendo vista  num papel activo na arena política espartana. Enquanto criança (oito ou nove anos), ela recomendou a seu pai não confiar em Aristágoras: “Pai, é melhor você partir, ou o estrangeiro irá corrompê-lo” (Heródoto).  Kleomenes segue o seu conselho. Ela surge uma outra vez por Heródoto quando uma mensagem de Demaratos chega a Esparta: “Quando a mensagem chegou ao seu destino, ninguém podia advinhar o segredo até que, percebi eu, a filha de Cleomenes’, Gorgo, que era a esposa de Leónidas, adivinhou e disse aos outros que se raspassem a cera encontrariam algo escrito na madeira. Feito isso, a mensagem foi revelada e lida, e transmitida mais tarde aos outros gregos.”  

Plutarco incluiu-a também na sua seção de provérbios de mulheres espartanas. Aqui ficam alguns: “Quando questionado por uma mulher da Ática porque eram as mulheres espartanas as únicas que podiam governar os homens, respondeu: porque nós somos também as únicas que fazemos nascer homens.” “Na partida do seu marido Leónidas para as Termópilas, enquanto o incitava a se mostrar digno de Esparta, perguntou o que devia fazer. Leónidas respondeu: casa com um homem bom e traz ao mundo crianças sãs.”

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Esparta e o novo guerreiro

Abril 2, 2007 · 9 Comentários

O ideal do guerreiro homérico deveria ser adaptado para a vida das cidades. No caso de Esparta, o indivíduo desaparece diante do ideal colectivo. Em Esparta, não se trata de formar o herói, mas sim uma cidade de heróis. 

Henri-Irénée Marrou fornece-nos uma pista para esta reviravolta: segundo ele, trata-se de uma revolução ética causada por uma revolução técnica, na verdade, uma mudança radical na técnica de guerra. No contexto da guerra entre as cidades, o guerreiro de modelo homérico, que vai ao campo de batalha no seu carro de guerra e escolhe contra quem combater, é substituído pela formação da falange de hoplitas, um batalhão de soldados de infantaria pesadamente armado, com capacete, escudo, caneleiras, uma lança longa e uma espada curta.  Essa falange que se move e combate unida, obedece ao comando central dos seus oficiais e generais e entende que a vitória na batalha e, em última instância, a segurança individual de cada um dos seus membros depende da solidariedade do companheiro que está imediatamente ao lado. Assim, o escudo do guerreiro é deslocado para a esquerda sempre que ele sente que o seu companheiro está em perigo. 

A força da falange reside na resistência que o indivíduo exerce contra o seu próprio medo. Bastará um soldado ceder ao medo e iniciar a fuga, e o pânico estará instalado e toda a falange se romperá.  (mais…)

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