Esparta, breve introdução

No sudoeste do Peloponeso estende-se um vale por onde rolam as suas águas, o antigo rio Eurotas. A região, que é quase toda cercada de montanhas, chamou-se noutros tempos Lacónia. Inicialmente foi habitada pelos pelasgos, depois foi invadida pelos aqueus e, por fim, conquistada pelos dórios. Esses últimos fixaram o centro da sua actividade na cidade de Esparta. A hostilidade dos aqueus, vencidos mas não conformados, a influência do solo áspero, do clima e da própria situação geográfica, tornaram os espartanos, no decorrer dos séculos, num povo guerreiro. Três motivos principais levaram os espartanos a guerras de conquista: 

1- A preocupação de abater qualquer outro Estado que, pelo seu poderio, constituísse ameaça ao país; 

2- A necessidade de outras terras para a população crescente; 

3- O desejo de aumentar o poderio militar que lhes era próprio, absorvendo novas tropas auxiliares ou aliadas 

A organização social espartana   

A organização política e social de Esparta é atribuída a Licurgo, personagem lendária, que teria vivido no século IX a.C. A população compunha-se por três classes sociais: espartiatas, periecos e hilotas. Os espartiatas, também chamados espartanos, eram descendentes dos antigos dórios e formavam a classe dos iguais, espécie de aristrocacia dominante. Os periecos integravam a classe formada pelos antigos aqueus que não foram despojados de suas pequenas propriedades; não tinham direitos políticos, mas gozavam de completa liberdade social e económica. Os hilotas eram também aqueus, pertencentes, porém, aquela grande maioria que fora privada dos seus haveres e reduzida a condições de trabalho humilde.  

A organização política de Esparta  

Esparta era governada por dois reis ao mesmo tempo. Em época de guerra, somente um deles marchava para o combate. O poder dos monarcas sofria, porém, limitações impostas pelos seguintes orgãos de governo: 

I – A Gerúsia, câmara formada por cidadãos maiores de 60 anos, que redigia as leis a serem por todos obedecidas; 

II – A Ápela, assembleia em que tomavam parte os maiores de 30 anos, com poderes para aceitar ou rejeitar as propostas da Gerúsia; 

III – Os Éforos, conselheiros ou magistrados, em números de cinco, eleitos por um ano e com atribuições de convocarem as duas câmaras, de darem ordem a militares, de administrar justiça e de vigiar a vida particular dos adultos. 

A educação espartana   

A educação dos espartanos visava a fazer de cada indivíduo um soldado. O recém-nascido que apresentasse defeito era morto por ordem do Estado. Quando os meninos alcançavam os setes anos de idade, tornavam-se recrutas e passavam a fazer parte de uma pequena tropa que, sob as ordens de um monitor, praticavam diariamente exercícios atléticos e ginástica. Aos vinte anos, o jovem ingressava no exército, aos trinta, podia casar-se e participar na Ápela. A vida militar só findava quando o homem espartano chegava aos 60 anos de idade. Todos, mesmo os monarcas, antes dessa idade, eram obrigados a tomar parte nos exercícios militares, que, periodicamente, se levavam a efeito em tempos de paz. A cultura intelectual não foi muito marcante em Esparta, limitando-se ao ensino de poesias sagradas, a cantícos de guerra e a uma eloquência particular que devia expressar muitas coisas em poucas palavras. Chama-se lacónica a linguagem breve, concisa, sentenciosa, igual à que se falava na Lacónia.     

As conquistas espartanas 

Esparta manteve um exército adestrado de 30 mil homens de infantaria e 500 de cavalaria. Proporcionalmente ao total da  população , o número de soldados era excessivo, podendo se dizer que a lacónia era um quartel general e o povo espartano um exército. Vivendo exclusivamente para as glórias da guerra, foram os espartanos no dizer do historiador Xenofonte: “artistas da arte militar”. Com esse exército, Esparta dominou várias cidades do Peloponeso e com aquelas que não pode subjugar formou a famosa aliança que teve o nome de Liga do Peloponeso. No  ano de 490 a.C., o poderio de Esparta era superior ao de todas a s cidades da Grécia. Esta fase teve o nome de Hegemonia espartana.         

12 responses to “Esparta, breve introdução

  1. O site está otimo.
    E quem fez está de parabéns.
    Os textos são muito bem redigidos.

    ; )

  2. Estimada Vitoria, devo confessar que a grande parte dos textos aqui presentes são “pilhados” de diversos sítios presentes na web. Apenas os reuno num local próprio e acrescento as imagens.

  3. desculpe mais as terras espartanas eram muito ferteis e se entendi bem vcs colocaram o contrário
    me corrija se estiver errado

  4. me ajudou bastantee !! no meu trabalho !!

  5. nao era bem oque eu queria eu queria saber porque esparta erta uma cidade quartel!!!
    mas mesmo assim muito obrigada mas coloca o por que e sera mais util!!!!
    brigaddaaaa!!

  6. gente como vcs são mal agradecidos, se não gostaram é só procurar outra coisa e não ficar aí criticando… sem edeucação…..ridculos !!!!!

  7. eu acho o mesmo do que a val

  8. o site é muito bom . sabe se expressar bem e alem de tudo isso aprendemos a se expressar juntos com ele .

  9. bom gostei desse site vai me ajudar bastante-bbbbeeeeiiiijjjjoooossss

  10. valeu mesmo……me ajudou muito em meu trabalho….!!!!Bjokasssss

  11. muito interessante,é muito aproveitoso parabéns !!!

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