As mulheres espartanas, iguais entre os guerreiros, por Harmony Heffron

O famoso historiador Plutarco cita uma breve conversa entre duas mulheres, uma de Esparta e outra de Gorgo:

“Por que vocês, mulheres espartanas, as únicas que podem governar os homens?”

“Porque nós também somos as únicas que dão à luz homens.”

Atléticas, educadas e espirituosas, as mulheres actuais não são muito chocantes. Na época dos espartanos, porém, às mulheres era geralmente negada a cidadania, a educação e o direito à propriedade. Contudo, às mulheres espartanas eram concedidos muitos mais privilégios do que a outras mulheres da sua época, porque os homens de Esparta contavam com mães fortes, orgulhosas e corajosas para produzir fortes, orgulhosos e corajosos soldados.

Atléticas e bem musculadas, as mulheres espartanas eram orgulhosos de seus atributos atléticos, notoriamente vestindo o que era considerado por não-espartanos como trajes escandalosos. Elas treinavam frequentemente e participavam em corridas, provas de força, e lançando o disco e dardo. Na verdade, a primeira mulher a vencer a Olimpíada foi uma espartana. O seu nome era Cynisca e ela ganhou a corrida de quadriga, tanto em 396 A.C como em 392 A.C.

Normalmente, uma mulher casava com cerca de 18 anos de idade, momento em que ela assumia o seu principal papel na sociedade: produzir saudáveis e vigorosos bebés. A fim de consumar um casamento, o ritual espartano implicava que o futuro marido simbolicamente “raptasse” a sua noiva. Ele cortava-lhe o cabelo rente, vestia-a como um homem, e levava-a para a casa comunal que dividia com outros soldados. Depois de passarem a noite juntos, a noiva voltava para a casa de sua família, onde continuaria a viver até que o seu marido atingisse a idade de trinta anos.

As mulheres espartanas tinham permissão de possuir propriedade e foram responsáveis por controlar as propriedades dos seus maridos, quando estes estavam na guerra. Elas também eram instruídas, uma prática que era quase inédita na época. Os outros gregos ficavam frequentemente muito chocados com a sagacidade e a “língua rápida” das mulheres espartanas.

Porém, os não-espartanos tinham um tempo limitado para discordar das práticas Espartanas, antes de se curvarem perante o poderio militar de Esparta.

5 responses to “As mulheres espartanas, iguais entre os guerreiros, por Harmony Heffron

  1. Não só em Esparta, mas parece q. em toda a região da Grécia houve um período, anterior à 10 aC, em q. as mulheres compartilhavam + do poder, juntamente aos homens. Isso mudou c/ a chegada dos Dórios, um povo bem + “selvagem” do q. os Micênicos. Foram os Dórios q. impuseram o culto ao deus Zeus, pois parece q. antes o “Grande deus” era a Gaia mesmo. Alias, um dos nomes de Zeus é Yohve (ñ sei se é esta a grafologia), palavra q. lembra muito Yaveh… simples coincidência??

  2. ops… quis dizer, a grafia, e não a grafologia!!

  3. que ridicula

  4. As mulheres espartanas eram diferentes, elas eram preparadas para colaborar no caso de conflito na cidade.

  5. EU ACHEI ESTE SITE MUITO BOM

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