ESPARTA

Laconismo

Maio 11, 2009 · Deixe um comentário

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Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre, o Grande, queria unir todos os povos gregos sobre seu domínio. A Grécia era composta por inúmeras cidades-estado. Esparta era uma delas.

Durante um cerco à cidade de Esparta, Filipe II da Macedónia envia a seguinte mensagem aos espartanos:

“Se não se renderem imediatamente, invadirei as vossas terras. Se os meus exércitos as invadirem, irão pilhar e queimar tudo o que vocês mais prezam. Se eu marchar sobre a Lacónia*, arrasarei as vossas cidades.”

Alguns dias depois o Rei recebeu a resposta dos espartanos, abriu a carta e lê somente uma palavra: “Se”.

 

*Lacónia era a região onde se situava a cidade de Esparta.

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A mulher espartana

Março 29, 2009 · 7 Comentários

300gorgoAs mulheres espartanas eram mais dominantes na sociedade do que as suas semelhantes em Atenas.

1. As raparigas espartanas recebiam boa educação em arte e atletismo.
2. As mulheres espartanas eram encorajadas a desenvolver o seu intelecto.
3. As mulheres espartanas eram donas e mais de um terço da terra.
4. Havia menos diferença de idade entre maridos e esposas, e as raparigas espartanas casavam-se com uma idade mais avançada do que as atenienses.
5. Os maridos passavam parte do tempo com outros homens em alojamentos militares e, uma vez que os homens raramente estavam em casa, as mulheres eram livres para se encarregar de quase tudo o que existia fora do exército.
6. As mães criavam os filhos até à idade de 7 anos, momento em que a sociedade se encarregava deles. Os pais desempenhavam pouco ou nenhum papel na criação dos filhos.”

(Fonte: Mulheres no Mundo Antigo – Esparta

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A Verdade sobre Esparta

Março 8, 2009 · 1 Comentário

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Mais democrática do que Atenas

 

Ao contrário do que é costume pensar, a cidade de Esparta era mais democrática do que Atenas, e pelo menos tão heróica como a sua lenda. Provavelmente devemos-lhe a civilização ocidental.

 

Mesmo para os turistas do império Romano, gente viajada e mais do que habituada a espectáculos sangrentos, tratava-se de uma atracção especial. O êxito era de tal ordem que, por volta do ano 200 da nossa era, foi autorizada a construção de um anfiteatro em volta do templo, para os visitantes poderem acompanhar melhor todos os pormenores do ritual.

Lá em baixo, um adolescente nu tentava apanhar um queijo colocado no altar da deusa Artémis, enquanto um sacerdote o chicoteava sem dó nem piedade, fazendo espirrar sangue sobre o altar. O jovem que aguentasse mais tempo era saudado como um campeão, quando tinha a sorte de sobreviver à cerimónia.

 

Provavelmente os estrangeiros abandonavam o anfiteatro satisfeitos, pois tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-estado de Esparta.

Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume na perfeição o significado de Esparta para a História. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de há 2500 anos, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que tanto valorizamos, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treino militar mais desumano do planeta.

Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido o destino mais do que merecido. Porém. tal como a visão dourada de Atenas, a imagem dos espartanos não passa de uma grosseira simplificação. Sem a liderança dos espartanos, a Grécia (e, provavelmente, boa parte da Europa) ter-se-ia tornado uma mera província do Império Persa, com consequências imprevisíveis para o mundo de hoje.

 

Em quatro grandes batalhas contra os persas, os espartanos ajudaram a proteger o que será a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que pareça, a verdade é que esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, todos os seus cidadãos era iguais perante a lei e os seus exércitos foram vistos como libertadores, face à ambição de Atenas. Por isso, vale a pena tentar ver melhor através das brumas que cercam a cidade mais controversa da Grécia.

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Combater o medo, incutindo o medo

Fevereiro 23, 2009 · Deixe um comentário

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Leitura recomendada

Junho 1, 2008 · 5 Comentários

A Batalha de Termópilas

Sinopse

Nas páginas desta obra, o leitor poderá seguir o desenrolar desta epopeia histórica através das crónicas de Heródoto. Leónidas, Rei de Esparta e seus guerreiros aguardam o exército persa no desfiladeiro de Termópilas, num acto de heroísmo que custou a vida aos trezentos espartanos permitindo, assim, que a Grécia se prepare para o verdadeiro combate levando à derrota o império Persa. Uma narração fabulosa num estilo directo e claro, característico de Heródoto.

Autor: Heródoto
Editor: Babel
ISBN: 9789898048660
N.º de Páginas: 180

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Sentido de dever

Março 21, 2008 · 3 Comentários

 

Este é o meu escudo
Levo-o comigo para a batalha
Mas não é apenas meu
Protege o meu irmão à esquerda
Protege a minha cidade
Tudo farei para que o meu irmão
Esteja sempre sobre a sua sombra
E que a minha cidade esteja sempre por ele protegida
Morrerei com o meu escudo
Olhando nos olhos o inimigo

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O fascínio de Esparta

Janeiro 13, 2008 · 5 Comentários

Saúdo com redobrado entusiasmo o surgimento dos blogues Espartana e Vida de Hoplita, sinal inequívoco de que Esparta está viva, mesmo para além das suas fronteiras geográficas, uma vez que a memória histórica não a deixou perecer no olvidamento, exactamente por Esparta constituir um exemplo paradigmático para muitos que procuram manter-se de pé num mundo em ruínas.

Não deixem de visitar estes novos espaços espartanos e deixar o vosso contributo nas caixas de comentários.

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Morrer na batalha é uma honra

Dezembro 24, 2007 · 4 Comentários

Morrer na batalha é uma honra,
na frente da primeira linha,
ao seguir um bravo homem,
defendendo a os nossos e a pátria.
A dor, porém, e a vergonha
para aquele que escapa para a miséria,
aquele que abandona o seu povo e família,
e os férteis campos.
Por isso luta pela pátria,
e morre pelas nossas crianças,
mostra nenhum interesse pela tua vida!
Os homens admiram o jovem guerreiro,
as mulheres desejam-no,
e se ele cai na linha da frente,
ele torna-se mais bonito ainda.
Portanto, não tenhas medo nem tremas,
escolhe uma boa posição,
enterra os teus calcanhares,
cerra os dentes e luta!

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Livro “La tumba de Leónidas”

Dezembro 10, 2007 · Deixe um comentário

No ano 480 a.C., um exército de milhares de homens, encabeçado pelo Imperador persa Xerxes I, iniciou a invasão das terras gregas. No mês de Agosto desse ano teve lugar uma das batalhas míticas por excelência na história da Europa. Leónidas, rei de Esparta, dirigio-se para as Termópilas para deter o avanço dos asiáticos. Não conseguiu derrotá-los, mas a sua morte,e a de todos aqueles que o acompanhavam na primeira linha, serviu para que as tropas helénicas se organizassem e alcançassem em Salamina a vitória final. Em «La tumba de Leónidas», Josep Carles Laínez relata essa batalha desde uma perspectiva fiel e ao mesmo tempo lendária. Com a devida licença numa obra de ficção, o espírito que se transmite é o de um sacrifício assumido e necessário, talvez, desde a nossa visão contemporânea, tristemente incompreenível. Não obstante, se somos agora europeus, é porque Leónidas se sacrificou nas Termópilas.

Infelizmente esta obra não está traduzida para português. Os interessados em adquiri-la somente poderão lê-la na bonita língua irmã de Cervantes. A editora está sediada em Barcelona e chama-se Áltera.

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Optimismo trágico

Outubro 24, 2007 · 1 Comentário

 

« Na véspera da batalha um Trácio disse a Dieneces que os archeiros Persas eram tantos que quando disparavam as suas rajadas as flechas obscureciam a luz do sol. Dieneces, todavia, impávido perante tal perspectiva, terá respondido: – Muito bem, lutaremos à sombra!»

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